À frente do público jovem, Michael Bezerra expõe seu ponto de vista sobre as reformas trabalhista e da Previdência

O processo de votação da Reforma da Previdência estava marcado para iniciar, nesta segunda-feira (19), na Câmara Federal, mas, enquanto estiver em vigência, o decreto de intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro, assinado na última sexta-feira (16), pelo presidente Michel Temer (MDB), o Congresso Nacional ficará impedido de iniciar a votação. Para falar sobre as reformas instauradas no Brasil, o pré-candidato à uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Michael Bezerra, atualmente filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), concedeu uma entrevista ao Portal Café & Política para posicionar-se sobre as reformas do ensino médio, trabalhista e previdenciária.

 

Na ocasião, o estudante de engenharia da produção, de 22 anos, afirmou que é notável o desinteresse dos jovens pela política, mas como forma de incentivo, o universitário, que também é coordenador da juventude pela sigla em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, explica que o conjunto de ideias não pode ser sonhado individualmente, mas sim entre o público juvenil, para que haja propagação à frente dos projetos e programas brasileiros.

 

 

“Se existe um rombo na previdência, os órgãos pendentes devem movimentar-se, a exemplo das empresas públicas, privadas e fundações, que ultrapassam 400 bilhões em dívidas”, enfatiza Bezerra sobre a lista bilionária de devedores da Previdência Social. “Quando houver inversões de valores, as coisas vão começar a fluir, mas não é desta forma, retirando dos mais pobres, que o Brasil vai voltar a crescer”, conclui. “Temos que cobrar dos que mais ganham e ajudar aos que mais precisam”, finaliza Michael. Entre as principais alterações propostas pela Reforma da Previdência estão o aumento das idades mínimas para aposentadoria, 65 homens e 62 mulheres, respectivamente, além de 40 anos de contribuição para acesso ao benefício integral.

 

Durante o bate-papo, Bezerra considerou também que a reforma do ensino médio foi um acerto do Governo Federal, pois, segundo ele, a taxa de evasão escolar deverá cair. “A mudança torna flexível o conteúdo que será dialogado entre os estudantes. Outro ponto positivo é o número de unidades escolares em tempo integral e o aumento da carga-horária”.

 

 

Já a Reforma Trabalhista, em vigor desde o dia 11 de novembro de 2017, trouxe novidades para empregados e empregadores. A mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é profunda, mas não toca em direitos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 13º salário.

 

“A principal meta do Governo Temer foi beneficiar os empresários com a criação do autônomo exclusivo, a terceirização também para a atividade principal das empresa, o parcelamento das férias em até três períodos, a possibilidade de grávidas atuarem em ambientes insalubres, o fim da contribuição sindical, entre outros”, ressalta Michael, explicando ainda que “a partir do momento em que a contribuição sindical deixa de ser obrigatória, e passa a ser opcional, há um enfraquecimento daqueles que sempre lutaram pelos direitos dos trabalhadores”, concluiu.

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